









Termino o ciclo Bergman com 'a Sonata de Outono', um dos seus últimos filmes.
'A sonata de Outono' é um filme de sentimentos, talvez com significados distintos consoante os diferentes pontos de vista. Enquadra-se num estilo de cinema que tende a desaparecer. Os anos 90 são o espelho duma nova cinematografia onde tudo tem de ser explicado, em que uma elipse, figura de estilo tão da preferência de grandes realizadores, é coisa nunca vista...
'A sonata de Outono' pode ser considerado como o apogeu do cinema intimista, filosófico, etc.
Ingrid tem uma interpretação excelente e muito bem acompanhada por Liv Ulman, a actriz quase fetiche de Bergman.
Uma particularidade que vale a pena referir. É a primeira vez que Ingrid Bergman trabalha com Ingmar Bergman, como que num reatamento de Ingrid com o seu país, numa altura em que já estava muito doente.